Sobre

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Dep. Francisco Gualberto

Conheça um pouco sobre Francisco Gualberto, operário que começou a vida como cortador de lenha.

Um dos mais aguerridos sindicalistas da história de Sergipe, Francisco Gualberto da Rocha é hoje um parlamentar que defende com eficiência e determinação as bandeiras de luta dos trabalhadores e do povo sergipano. Nascido no dia 23 de maio de 1956, no povoado Caípe Velho, município de São Cristóvão, Gualberto teve uma infância sofrida, mas edificante. Começou a trabalhar muito cedo e conseguiu fazer apenas o 2° grau do curso técnico com habilitação em Química pela Escola Estadual Gonçalo Rollemberg Leite, concluído em 1982, o que muito serviu em sua caminhada futura. Ele é casado, tem três filhos e cinco netos.

 

​Depois de perder seus pais ainda criança, Gualberto iniciou sua vida operária na adolescência, trabalhando desde os 12 anos cortando lenha e vendendo manga na feira de São Cristóvão. A busca pela sobrevivência, as lutas contra a desigualdade social e a ditadura militar fizeram Gualberto se envolver ainda muito jovem com o mundo da política. Ainda na época da fábrica de tecidos, seu primeiro emprego em 1971, Francisco Gualberto teve seu contato inicial com o sindicalismo.

Durante sua trajetória e militância entre São Cristóvão e a capital Aracaju, Gualberto, que fazia parte do núcleo dos petroquímicos da antiga Nitrofértil (Fafen), atuou fortemente na fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) em Sergipe junto com vários outros companheiros históricos. E na sequência, participou também da fundação da CUT-SE e do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) em Sergipe. Por fazer parte da construção esquerdista na época de ditadura militar e por sua significativa atuação como sindicalista, Francisco Gualberto foi perseguido no trabalho e demitido da Petrobras, empresa na qual ingressou através de concurso público, por coordenar a greve de 1995, quando os trabalhadores protestavam contra a quebra do monopólio estatal do petróleo. A demissão, segundo a empresa, havia sido por justa causa.

Mesmo com todos esses desafios, Gualberto não desistiu da sua luta. Em sua primeira eleição para senador pelo PSTU, em 1994, já recebeu um número expressivo de 70 mil votos. A partir daí, sua vida política só avançou. Em 1996 foi candidato a prefeito de Aracaju ainda pelo PSTU. Em 2000, foi eleito vereador de Aracaju pelo Partido dos Trabalhadores com 4.729 votos, sendo o segundo mais votado na ocasião. Chegou à Assembleia Legislativa de Sergipe em 2003. Havia ficado na suplência de deputado estadual na eleição de 2002, obtendo 11.117 votos, mas acabou assumindo a vaga após o assassinato do deputado reeleito Joaldo Barbosa e do afastamento do mandante do crime, Antônio Francisco, que era o primeiro suplente.

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Importante ressaltar que todas as suas campanhas foram feitas à base da militância política, pedindo votos em sinais de trânsito e outros espaços públicos, sem auxílio de empresários. Sendo assim, Francisco Gualberto foi reeleito deputado estadual em 2006, obtendo 16.799 votos; em 2010, com 22.220 votos; novamente em 2014, conseguindo obter 25.405 votos dos sergipanos; e finalmente reeleito em 2018, com 24.637 votos contabilizados nas urnas. Em grande parte destes mandatos, atuou de forma marcante como Líder de bancada nos dois governos de Marcelo Déda, no governo de Jackson Barreto, e em parte do governo de Belivaldo Chagas. Nesse período, a liderança da bancada governista o possibilitou executar com eficiência inúmeras intervenções e negociações que resultaram em melhorias para diversos setores da classe trabalhadora. Dentre esses setores, o Fisco, Polícia Civil, Polícia Militar, Bombeiros, professores da rede estadual, defensores públicos, além de trabalhadores da Fundação Aperipê, Emdagro e outros órgãos. 

Durante essa trajetória na Assembleia Legislativa como deputado estadual, Francisco Gualberto obteve resultados muito positivos e muitas de suas proposituras já foram transformadas em leis que se refletem na qualidade de vida dos sergipanos. Dentre elas, a Lei de Revitalização dos Rios que destina 0,5% da arrecadação do Estado para investimentos em projetos de recuperação das bacias hidrográficas de Sergipe. Outras leis de Gualberto beneficiam diretamente o povo, como a Lei da Gratuidade na Segunda Via de Documento, em caso roubo ou furto; a lei que determina o não pagamento de caução em hospitais e a lei que determina que pessoas desempregadas não pagam inscrição em concursos públicos do Estado. Além disso, Gualberto propôs uma resolução criando uma comissão permanente de direito do consumidor para atender o cidadão.

​Transparência e apoio à população sempre foram a marca dos seus mandatos. Nesse sentido, uma das mais importantes leis de Gualberto diz respeito ao fim da votação secreta em todos os processos que tramitam na Assembleia Legislativa. Sempre envolvido nas causas do servidor público e qualificação profissional, Francisco Gualberto beneficiou os trabalhadores da comunicação ao propor a lei que torna obrigatória a nomeação de profissionais de Comunicação Social com curso superior na área, para assumir cargos nas Assessorias de Comunicação dos órgãos públicos. Através de Gualberto, Sergipe foi pioneiro ao abordar o assunto assédio moral na Assembleia Legislativa, com a sua proposta que se transformou na Lei do Assédio Moral no serviço público.

Não somente as leis aprovadas, mas todas as moções, projetos de resolução e propostas de emenda constitucional (PEC) são frutos de muito trabalho, regado de muita luta pelo o que Gualberto mais acredita: o poder e os recursos cada vez mais nas mãos do povo e para o povo. Mais de duas décadas de mandato e Francisco Gualberto continua lutando e acompanhando as causas da população sergipana com o mesmo afinco do operário sindicalista de anos atrás.

Em 2019, ele foi eleito vice-presidente da Assembleia Legislativa na chapa encabeçada pelo deputado estadual Luciano Bispo. Foi reconduzido ao mesmo posto em 2021, e em fevereiro de 2022 assumiu a presidência da Casa legislativa por um período de 40 dias em função do afastamento de Luciano Bispo para tratamento de saúde.