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Gualberto pede cautela à sociedade em relação à escalada da violência


O deputado estadual Francisco Gualberto (PSD), vice-presidente da Assembleia Legislativa, usou a tribuna na sessão desta terça-feira, 12, para fazer um alerta à sociedade sobre a escalada da violência no Brasil. “É preciso fazer uma análise e combater as razões dessa escalada. Não adianta apenas dizer que existe a violência. É preciso compreender o porquê dessa escalada de violência e o que está por trás disso”, argumentou.

Em sua fala, o deputado citou o episódio ocorrido durante o final de semana em Foz do Iguaçu (PR), quando um homem bolsonarista assassinou a tiros o tesoureiro do PT naquela cidade, Marcelo Arruda, que comemorava aniversário de 50 anos. “Qualquer pessoa não especialista no assunto sabe que o incentivo e a apologia à violência vêm sendo feita ao longo do tempo, insistentemente, de todas as formas possíveis. E lamentavelmente isso vem sendo feito por quem jamais poderia fazê-lo. Refiro-me ao presidente da República Jair Bolsonaro e os seus apoiadores”, disse Gualberto.

Para agravar a situação de risco, o deputado lembra que no atual governo houve a liberação de compra de 60 armas de fogo e dois mil projéteis para colecionadores. “Mais de 60 mil colecionadores já têm em mãos uma grande quantidade de armas, inclusive armas restritas. É um exército. E todo o incentivo psicológico vem sendo feito nesse sentido”, garante, lembrando que o próprio presidente costumava dizer que “era preciso fuzilar os petralhas”. “Veja que incentivo àquela pessoa que de forma fanática não compreende o valor da vida humana e por uma divergência política comete um assassinato”, frisou o deputado.

Noutra parte do discurso, Francisco Gualberto disse que a imprensa mostrou cenas do aniversário do assassinado, com enfeites alusivos à campanha de Lula. Já no aniversário de um dos filhos do presidente, o bolo era ornamentado com projéteis e um revólver. “Vejam que diferença! É preciso combater e desestimular essa violência. No campo da democracia a vitória se dá pelo voto, pela disputa da ideia e dos projetos. Quem quer ficar no poder pelas armas, está fora do campo da democracia e do estado de direito. Portanto, comete crime”, afirma Gualberto.

Por fim, o deputado fez um apelo às forças policiais de Sergipe. “São pessoas armadas, com poder de polícia, poder de Estado, e preparadas para enfrentar a violência. Mas essas pessoas, mais do que a gente, têm a obrigação de se autofiscalizar. Se querem votar ou fazer a campanha de Bolsonaro, podem fazer, mas sem precisar atirar em ninguém. Podem fazer a campanha de Lula ou de qualquer outro candidato, mas o que não podemos entender é que seja normal uma vida humana ser ceifada em nome de uma divergência política”, sustenta Gualberto. “Precisamos fazer o maior esforço do mundo para começar a desmanchar, em outubro desse ano, essa onda de violência que infelizmente acortina o povo brasileiro”.


Assessoria de Imprensa – Gilson Sousa – DRT 660/SE

Foto: Jadilson Simões

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