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Gualberto espera reajuste salarial maior para os que ganham menos


A tese de que o possível reajuste salarial a ser concedido pelo governo do Estado seja mais favorável aos servidores que recebem salários menores voltou a ser defendida pelo deputado estadual Francisco Gualberto, vice-presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe, na sessão desta quarta-feira, 15. “A minha preocupação é que um reajuste linear para todos significa que quem recebe R$ 20 mil ou R$ 30 mil troca de carro, faz uma reforma no apartamento ou recupera seu padrão de vida pelas perdas com a inflação. Mas um reajuste maior para os que ganham menos significa que ele poderá comprar uma sandália para o filho, um remédio para a febre, um quilo de arroz ou feijão a mais. Vai diminuir a sua dificuldade de sobrevivência. Essa é a tese que defendo”, disse Gualberto, pedindo a compreensão dos demais deputados.

Ele lembra que o governo do Estado já discute a possibilidade de dar um reajuste aos servidores no próximo ano, não há definição ainda sobre o tema. “Dentro da realidade do contexto em que vivemos, temos que reconhecer que o governo de Belivaldo Chagas avançou muito”, confirmou Gualberto, citando a realização de concursos públicos e convocação de aprovados; negociações pontuais com categorias; pagamento de salários dentro do mês trabalhado; ajuste do Estado financeiramente; resolução do pagamento do 13º salário, que era através de empréstimo no Banese; entre outras questões. “Tudo isso foi avanço”, garante.

Para Francisco Gualberto, em termos hipotéticos, se o governo puder dar 10% de reajuste, significa dizer que esse índice para quem ganha R$ 20 mil mensais, representa R$ 2 mil de reajuste. “Isso é o dobro do salário de uma merendeira, um vigilante, um assistente administrativo”, reforça. “Sei que contrario algumas pessoas que não têm solidariedade de classe. São servidores que defendemos, mas infelizmente estão no sistema capitalista dizendo ‘eu tenho que resolver o meu problema’. Eu penso um pouco diferente”.

No início dessa semana, o deputado teve a oportunidade de defender sua tese pessoalmente com o governador Belivaldo Chagas. Ele defende que haja dois índices de reajuste lineares. Um maior para aqueles que têm Planos de Cargos e Salários, que são os trabalhadores chamados pelo ex-governador Marcelo Déda de ‘arraia miúda’. “Se não temos o ideal, vamos fazer o melhor possível. O cidadão, mesmo trabalhando, não ter o que comer todos os dias, não é uma situação que deve deixar a gente conformado. Temos pessoas que nem trabalho tem, mas também temos pessoas que trabalham mas não têm comida todo dia. Quem ganha o salário mínimo não pode ter esse luxo, e isso é uma realidade”, adverte Gualberto.

Em seu pronunciamento, o deputado lembrou que já teve reação contrária à sua postura sobre o assunto vinda de um ex-dirigente do sindicato do Fisco, categoria com a qual Gualberto já deu várias contribuições. “Mas esse é um momento de solidariedade. Não ficarei preocupado com as reações de quem ganha R$ 30 mil se ele, por ventura, tiver um reajuste de 5% e o que ganha o salário mínimo tiver 10%. Não sei o número, porque isso será discutido pela equipe do governo. Espero que a gente socorra, na melhor forma, aquele que precisa de mais socorro. E é hora de cobrar solidariedade dos que ganham mais para que os que ganham um salário mínimo possam comprar um quilo a mais de feijão, açúcar, um medicamento, ou algo assim”, finalizou o deputado, dizendo ter certeza que terá poucos opositores a essa tese que defende.


Assessoria de Imprensa – Gilson Sousa – DRT 660/SE

Foto: Jadilson Simões

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