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Gualberto diz que fechar agências do Banese é proposta infeliz e causa prejuízos a população



Os deputados estaduais de Sergipe prosseguiram nesta quarta-feira, 4, com os debates acerca do possível fechamento de 17 agências do Banco do Estado de Sergipe (Banese) em cidades do interior. O tema vem sendo discutido nos últimos dias e, de acordo com o vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Francisco Gualberto (PT), o assunto é desgastante para o governo e para a sociedade. Por essa razão, é preciso zelar pela imagem do governador e do governo. “Do jeito que as informações são passadas gera confusão para quem não é do ramo. Ou para quem não entende de tecnologia bancária”, disse o deputado.

“Achamos que essa proposta da direção do banco não é feliz. No mínimo precisa ser remodelada e encontrar outros caminhos para não trazer tantos prejuízos”, argumentou, alertando que não serão fechadas as portas das 17 agências, pois o ambiente físico continua. O que mudará será o modo de atendimento, passando a ser um escritório de negócios. “É preciso ter a compreensão de que não tenho nada contra o presidente do Banese. Mas estamos falando de preocupações com a existência do banco, enquanto banco estadual, e também com a imagem do governo”, aponta Francisco Gualberto.

Para o deputado, o tema forma um certo consenso na Assembleia Legislativa. “É preciso haver um meio termo e uma negociação de bom senso para que não haja a mudança. O resultado a ser obtido é muito pouco diante do estrago que isso pode provocar para a população”, disse. “Não será a busca de uma economia pequena (R$ 13 milhões com o fechamento das 17 agências, o que significa R$ 14,7 mil mensais por agência, segundo estudos do deputado Zezinho Guimarães), que impedirá que se encontre outra forma de chegar a esse patamar de economia que o banco quer”.

O que o deputado petista defende é que se busque uma alternativa ao possível fechamento das agências. “Para que o banco prossiga com a sua busca legítima, de melhoria de resultados, mas que não desassista a população mais pobre. Nós aqui defendemos o banco, que é um patrimônio do Estado de Sergipe, e para ser do Estado precisa ser do povo”, frisa Gualberto. “Sou avesso a certas coisas da modernidade, mas não podemos negar a realidade, pois a tecnologia está aí para mudar algumas práticas. Que se encontre uma alternativa que possa atender o anseio do Banese, mas sem desassistir a população. Estamos cientes que esse fechamento só traz prejuízo, não traz nada de positivo. Nem para o banco, nem para a população, nem para o governo”, reafirma Francisco Gualberto.

O deputado também ressalta a importância do banco para a sociedade em vários aspectos, do econômico ao cultural. “A sociedade sempre procura o Banese para apoio cultural, festas populares, eventos e várias outras atividades. Ninguém procura um banco particular, mesmo que seja de grande porte, para pedir ajuda”, lembrou. “Portanto, não justifica uma economia de R$ 14 mil em relação ao desgaste e a desassistência das pessoas humildes. Muita gente na capital tem dificuldade de operar nas máquinas bancárias, imagine nos povoados de cidades do interior. Muita gente não tem nem telefone celular, muito menos a capacidade de manusear aplicativos de banco”, justificou o deputado, torcendo para que no próximo dia 6, quando haverá uma reunião entre o presidente do banco e o representante dos prefeitos, seja encontrada uma alternativa ao fechamento das agências.

Gilson Sousa – DRT 660/SE

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