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Gualberto pede que deputados federais sergipanos sejam contrários à proposta de corte no Bolsa Famíl



O deputado estadual Francisco Gualberto (PT) classificou hoje (26) de “ridícula, desumana, retrógrada e atrasada” a proposta de corte R$ 10 bilhões do Bolsa Família no ano que vem. O corte foi proposto pelo relator do projeto de Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), que pretende diminuir os R$ 28,8 bilhões previstos para o programa do governo federal que garante repasses mensais de recursos para famílias de baixa renda. “Essa proposta de corte é absurda. O programa é de natureza ampla e muito importante num país onde a miséria persiste”, disse Gualberto.

Em repúdio à ideia do corte no Bolsa Família, Francisco Gualberto irá propor um Requerimento a ser aprovado na Assembleia Legislativa pedindo aos parlamentares federais sergipanos (oito deputados e três senadores) que rejeitem essa proposta. “Só sabe o que é passar fome quem já passou por isso. Seria melhor o governo federal aceitar diminuição de investimentos em infraestrutura”, sugere. “Muita gente que hoje está minimamente se alimentando, corre o risco de deixar de se alimentar. Isso é desumano”, critica Gualberto.

Segundo ele, hoje cerca de 14 milhões de famílias de baixa renda são dependentes do programa criado pelo ex-presidente Lula. “Em momentos de crise a gente deixa de fazer uma viagem, de comprar um bem material. Mas a fome não pode esperar”, disse o líder do Governo na Alese. “E o Bolsa Família já ajudou cerca de 30 milhões de famílias que não tinham o que comer. Eram pessoas que viviam abaixo da linha da miséria. Essa era uma realidade concreta no Brasil”, lembrou Gualberto.

A oposição na Alese, através do líder Capitão Samuel (PSL), anunciou que votará a favor do Requerimento de Francisco Gualberto, justamente por reconhecer a importância do programa social para o país, “principalmente para a região Nordeste”, enfatizou Samuel. Em Brasília, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também criticou a proposta do relator de cortar R$ 10 bilhões do Bolsa Família e defendeu a necessidade da transferência de renda como inclusão social. "O Bolsa Família nem é esmola nem é coisa para sustentar gente que não quer trabalhar, é um programa estruturante, que estrutura a economia local. É um programa de inclusão social", disse. E acrescentou: "O governo não discutiu isso ainda, mas sou contrário [ao corte]".

O Requerimento de Francisco Gualberto será apresentado à Mesa Diretora na sessão de quarta-feira, e assim que for aprovado será imediatamente enviado aos deputados de federais por Sergipe, assim como aos senadores. “Espero a compreensão dos colegas e que esse requerimento seja aprovado por unanimidade”, disse Gualberto.

Assessoria de Imprensa – Gilson Sousa – DRT 660/SE


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