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Crise econômica do país volta a ser debatida na Alese



Deputados estaduais debateram hoje (16), no plenário da Assembleia Legislativa, aspectos da crise econômica que afeta as administrações municipais em Sergipe. Provocado pela deputada Silvia Fontes (PDT), o debate envolveu diversos parlamentares da situação e oposição. Entre eles, o líder do governo, Francisco Gualberto (PT) e o ex-líder da oposição, Venâncio Fonseca (PP).

Em seu aparte, Venâncio voltou a apontar as supostas mentiras de Dilma Rousseff na campanha eleitoral de 2014 como motivo para a crise econômica vivida no país. Inconformado com essa colocação, Francisco Gualberto retrucou de imediato. “É obvio que nós temos dificuldades verticalizadas: país, estados e municípios. Não podemos fugir dessa discussão. Mas o que não podemos admitir é o simplicismo das coisas. Dizer que a razão da crise é porque a presidente Dilma mentiu é um discurso vazio da oposição”, disse o petista. Também em aparte ao pronunciamento de Silvia, Francisco Gualberto lembrou que a Grécia, Itália, China, Rússia também enfrentaram ou enfrentam crise e nem por isso foi atribuída alguma mentira aos seus governantes. “O discurso tem que ser do concreto. Existe uma crise do capitalismo em várias partes do mundo. E isso é cíclico, pois o capitalismo tem seus momentos de crescimento e de regressão”, afirmou.

Para ele, apesar das dificuldades impostas, essas crises não podem penalizar os trabalhadores. Para que isso ocorra, segundo Gualberto, é preciso taxar as grandes fortunas, os grandes patrimônios, heranças, alterar a relação com os banqueiros, e buscar outras formas de aumento de arrecadação. “Acontece que o playboy, quando está muito eufórico em Brasília ou em qualquer outro lugar, nem pensa no que diz. Resumir o grau de problemas econômicos que temos no país a apenas uma suposta mentira da presidente na campanha eleitoral, é falta do que fazer. Se fosse assim, então todos os gestores estaduais e municipais mentiram”, provocou Gualberto. “Então o campeão brasileiro das mentiras está aqui em Aracaju. Teria que trazer o troféu para Aracaju, para entregar à pessoa certa”, disse.

Já em Brasília, ontem mesmo nove partidos com representação na Câmara dos Deputados assinaram documento contra o pedido de impeachment de Dilma. Além de PT, tem PC do B, PDT, Pros, PMDB, PP, PR, PSD e PRB. O grupo soma 301 deputados e fez questão de entregar em mãos a Dilma Rousseff a ‘Declaração em defesa da democracia e do mandato popular’. “Usar crise econômica para chegar ao poder é versão moderna do golpe”, disse Dilma, lembrando que nos últimos anos vários países passaram por crise e em nenhum deles a “ruptura democrática” foi vista como solução.

“Portanto, está claro que existe uma crise política fabricada por quem perdeu a eleição e quer um terceiro turno. Mas na constituição brasileira só existe primeiro e segundo turno. Não há terceiro turno. A não ser através de um golpe, como eles querem”, completou Francisco Gualberto.

Ascom Parlamentar Dep. Francisco Gualberto (Gilson Sousa)


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